
Os duradouros noivados que resultam em casamentos desfeitos antes mesmo de começar são cada vez mais recentes na sociedade atual, na qual ambos os sexos tem seu espaço no mercado de trabalho. Sem conveniência, comodismo ou conformismo, as mulheres se sentem livres para escolher, aprovar e reprovar o parceiro que irá acompanhá-las pelo resto da vida, assim como os homens sempre fizeram. Independentes, cada um com a sua vida, os casais de hoje se tornam menos cúmplices que os do passado, tendo o individualismo como filosofia principal e assim, encarar o rompimento, se torna algo mais fácil do que foi outrora.
Porém, cada caso é um caso e cada mulher lida de uma forma com a separação, além do que, na maioria dos casos o casal já possui um patrimônio em conjunto que agora terá de ser dividido entre os dois, e é aqui que a complicação começa. Fazer um acordo verbal, entrar na justiça, dividir tudo, vender, mandar ele sumir da minha vida, superar e ser amiga dele, são as dúvidas mais comuns que passam pela cabeça do lado feminino da história nessa situação.

A gerente do Unibanco Valéria Mattos de Souza, 28 anos, estava noiva há seis anos quando decidiu que aquele relacionamento não ia dar certo. Em 2006, com tudo já programado para o casamento, data agendada, apartamento mobiliado, eletrodomésticos comprados, ela resolveu sentar com o noivo e discutir a relação. Havia coisas que ela não gostava, que não estavam dando certo e que debaixo do mesmo teto não iriam funcionar e assim sem briga nem discussão aconteceu o rompimento. Para facilitar a situação, eles fizeram um acordo, venderam os bens e dividiram.
Hoje, Valéria, está comprometida novamente, mas confessa que ao passar por uma experiência dessas ficou mais receosa, pois tenta não cometer novamente os mesmos erros. “Eu continuo acreditando no casamento, porém acho que nos dias atuais é muito mais difícil, não se vê mais casais como meus pais que estão juntos há 33 anos, mas também eu não digo que é impossível [...] Mesmo assim, agora eu só compro uma coisa em conjunto se for depois de casada”, brinca.
Já com a também bancária Shirley Margotti, 33 anos, a história não foi bem assim. Noiva há quase nove anos e faltando três meses para o casamento, seu parceiro disse que não queria mais casar. Sem conseguir entender, ela lhe deu um tempo indo viajar e ao voltar o encontrou já sem a aliança. “Entrei em desespero e nos primeiros 15 dias tentava falar, ponderar com ele sem sucesso. Até que tive a péssima ideia de tentar o suicídio tomando um monte de remédios tarja preta, vermelha, enfim tudo o que achei pela frente [...] Tive a sorte de minha mãe entrar no quarto minutos depois e me levar ao hospital”, desabafa.
Com o ocorrido, Shirley começou a fazer terapia e assim conseguiu sentar para dividir todas as coisas que possuíam. Após passar por outra relação conturbada, ela percebeu que precisava ir um busca de si mesma, passando então a fazer coisas que tinha vontade, resgatando as velhas amizades e construindo novas, ela enfim resolveu viver. “O mais importante de toda essa experiência dolorosa foi descobrir quem eu era e o quanto forte eu poderia ser”. Hoje feliz e comprometida novamente ela diz ter perdoado e ser amiga do seu ex-parceiro. “Tenho até uma admiração por ele ter feito isso, quantos se casam sem amor só para sustentar uma situação que na maioria das vezes é insustentável?!”, conclui.
A psicoterapeuta Elza Helena Marques, 38 anos, explica que cada pessoa tem uma forma diferente de superar uma separação, e que para uns estar só, não significa estar na solidão. Já para outros, é necessário falar muito sobre o assunto e nesse aspecto pedir ajuda, consultar um profissional e fazer uma breve terapia focada na queixa é recomendado. Ela também ressalta que hoje é mais fácil lidar com o rompimento do que com o relacionamento, ao contrário de antigamente que enfrentar essa situação era somente para mulheres muito fortes.
Para aqueles que sofreram, ou estão sofrendo algo parecido, a profissional deixa a sua dica: “Sempre separar o que é dos dois, e o que é pessoal. Não devemos privar-nos do que desejamos pelo desejo do outro e sim manter espaços necessários para um crescimento interno que é constante e saudável. Existem momentos que somos dois, e esses valem a pena porque fazem parte do relacionamento, respeitar o espaço do outro pode ser o primeiro passo para entender essa perspectiva”, afirma.
Fotos: Getty Images e Arquivo pessoal
Tags: Casamento, Discutindo a relação, Relacionamento
quando eu vejo esse tipo de problema, fico pensando como as pessoas devem ficar se sentindo porque, poxa… todo programado, tudo comprado… de uma hora para a outra caí tudo por água baixo! =(
o que importa é que as pessoas (pelo menos as meninas do post) deram a volta por cima – especialmente a shirley que, por pouco mão morre).
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#Angélica→ Verdade Angel, mas o importante mesmo é superar o problema, às vezes até com a ajuda de um profissional. Acredito que por mais doloroso que seja é melhor ter um casamento desfeito antes, do que um divórcio depois. Se as coisas não vão bem, discutir a relação e talvez até romper seja mesmo a melhor solução para evitar problemas futuros e mais devastadores.
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Bom, acho que nunca comentei, mas meu marido foi noivo antes de me conhecer…eles tinham tudo montado: casa, carro, móveis…tudo comprado juntos! Faltando 3 meses pro casório meu marido disse que não gostava dela e que tudo tinha acontecido mecanicamente…ela então, terminou…3 semanas depois nos conhecemos…
Acho que ela foi muito inteligente de tomar a iniciativa pois sempre é mais complicado para a mulher, que é muito mais sentimental quando o assunto é casamento…e casar por conveniência ou por achar que é mais um passo que deve ser dado na relação é pura bobagem! E tudo fica muito mais difícil depois de virem os compromissos de uma vida a dois, vivendo debaixo do mesmo teto e, mais difícil ainda quando vêm os filhos!
Muito inteligente seu texto Cris!!! Parabéns!
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#Giovana→ Obrigada Giovana! A ex dele foi muito corajosa sim, pois por mais que hoje a mulher seja independente, a sociedade cobra dela ser a mantenedora do relacionamento. Mas, concordo com você, é melhor terminar no noivado do que já debaixo do mesmo teto e se tem filhos envolvidos, pior ainda.
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Nossa meninas, como vocês estão dedicadas, a revista está sendo feita toda com cuidado.
Fiquei achando que estava lendo uma revista impressa, parabéns! :)
Bjitos!
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Muito boa essa matéria meninas!
Vocês estão de parabéns!
Deve ser muito difícil mesmo passar por isso, mas a pessoa deve ser forte e saber superar, pois de que adianta ficar correndo atrás se não tem mais jeito (ou amor)…
Parabéns às meninas entrevistadas, pois nem imagino o sofrimento que deve ser passar por isso…
Beijos!
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Amei a matéria!!! realmente é melhor uma separação do que cair em um casamento sem futuro!!!
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Acho ótimo quando esse tipo de coisa acontece antes do casamento, mas acredito que existem formas. Se ambos não querem, ou se um não quer, isso deve ser conversado – como foi no primeiro caso. Não chegar e falar “não quero, não quero e ponto!”, sem explicação, sem nada.
Eu acredito no amor, acredito no “felizes para sempre”, mesmo já tendo sofrido – e muito, questão de depressão – por causa de um relacionamento. Mas pra isso, acho que tem que ter muito respeito e honestidade entre o casal, porque, mesmo se não forem mais ser um casal um dia, eles vão poder ser sinceros um com o outro.
Beijocas
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Maravilhosa essa matéria! Realmente nos tempos de hoje está tudo muito diferente e pra bom e ruim, essas mudanças vieram porque procuramos, acredito nisso. Apesar de tudo essa individualidade e essa “coragem”, por assim dizer, faz a mulher ser mais forte do que nunca e deixar de aceitar certas situações que antigamente eram muito comuns, mulheres infelizes em seus casamentos e sendo deixadas aos 40 anos por menininhas de 20 (e olha que ainda hoje isso acontece).
Beijos!
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o pior é bem isso mesmo: já tem tudo pronto, gastou o maior dinheiro…
bom,melhor perder dinheiro do q casar e ser infeliz,né?
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