Com o intuito de sempre inovar nas campanhas, os publicitários precisam ficar antenados nas novas mídias, aproveitando assim as possíveis oportunidades de chegar até onde o público consumidor está. E foi dessa forma que há cinco anos surgiram os publieditorias – publicidade feita por meio dos blogs. Essas páginas pessoais possuem força com relação à formação de opinião, além de serem segmentados e terem leitores fiéis.
Para as agências de propaganda e marketing, o grande poder de influência sobre os internautas fez com que muitas empresas começassem a apostar nesse novo veículo. Nem sempre o retorno é contabilizado em dinheiro, já que a exposição na rede é também uma forma de conhecer a opinião dos usuários sobre determinada marca. A publicitária Luana de Souza Mita comenta a principal diferença desse tipo propaganda, “Além de ser mais econômica do que uma campanha de mídia tradicional, o produto será inserido em um nicho totalmente especializado, no qual podemos garantir um retorno certo”, ressalta.
Sendo assim, procura-se focar cada vez mais no público específico. Barbara Franzin, jornalista e publicitária explica que a exposição depende da diversidade exixtente. “Trabalhamos com centenas de blogs, mas já vivi situações onde não tínhamos um que atendesse ao cliente e não foi possível realizar a campanha.” Por esse motivo, as promoções procuram auxiliar blogueiros com gratificações como fornecer o objeto divulgado por um determinado período, oferecer algum tipo de prêmio ou até mesmo pagar pelo serviço.
A estudante de publicidade e redatora do Borboletando, Victoria Siqueira, constantemente é convidada para esse tipo de divulgação, tendo participado de inúmeras campanhas, inclusive a do blog da Close Up. Ela diz que gosta de todas, mas se apaixona mesmo por aquelas que têm algum mimo. “Não dá pra ficar rico, mas por ser um texto simples, é uma grana legal. A verdade é que só compensa financeiramente quando o projeto é grande”, alega com relação aos pagamentos.
A webdesigner da revista Capricho e autora do JustLia, Lia Camargo, analisa cada uma das propostas recebidas para definir se tem ou não a ver com seu conteúdo. Com relação à polêmica sobre receber para divulgar determinado produto ela defende que além de escolher
se quer ou não participar só há um acordo quando sua imagem vai aparecer relacionada à marca, “Tive um contrato durante os três meses que fui blogueira da Close Up. No mais, não há nenhum tipo de vínculo duradouro. Eu posso fazer um publieditorial da pepsi e no post seguinte voltar a amar a coca-cola”, conclui.
Mas não é só através de dinheiro que alguns produtos ganham visibilidade, na blogosfera é comum o envio de ‘presentinhos’ tão legais e surpreendentes que raro mesmo é quando eles não são divulgados. Um exemplo disso foi a aposta da Axe que enviou para algumas blogueiras uma caixa contendo três lindos ursinhos personalizados. Ponto para a empresa que sem nenhum tipo de contrato ou valor direto ganhou seu nome nos domínios de todas as meninas presenteadas. Entretanto, a ação é um tiro no escuro, pois não há nenhuma garantia de que o ‘mimo’ renderá publicidade. “Isso nem sempre dá certo, tem brinde que eu não faço post falando”, afirma Lia.
Os questionamentos sobre a ética individual também são defendidos pelos publicitários que alegam não ser possível falar de algo que não tem nada a ver com o estilo do dono do blog porque causaria estranheza para os próprios leitores. Nesse caso, o que vale é o blogueiro ser fiel a si próprio.
Imagens: www.sxc.hu / Arte nas fotos: Cris Marques
Tags: Axe, Blog da Close Up, Blogosfera, Borboletando, JustLia, Lia Camargo, Publieditorial, Rexona, Vicky Siqueira
Parece estranho a gente se empolgar em divulgar uma marca apenas ganhando mimos mas, que é bom é! Vic tem toda a razão. Outra que arrasa é a Lia, e todo mundo sabe disso! ;)
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